Rede social: o inimigo que Lula quer domar

O Diário Não Oficial da Política

Dez 1, 2025 - 06:34
Nov 30, 2025 - 20:33
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Rede social: o inimigo que Lula quer domar
Lula já domou com publicidade milionária. Mas as redes sociais… ah, essas são espelho sem maquiagem (Foto: Reprodução)

Quando o governante teme a opinião livre, o país precisa temer o governante.

 

Linha fina, ponto certo

A discussão sobre a regulação das redes sociais virou moda no país, mas como toda costura boa, precisa de equilíbrio. Nem pode ser pano frouxo que deixa passar crime de ódio, pedofilia e desinformação, nem pode virar espartilho apertado que sufoca a liberdade de expressão. Democracia gosta é de roupa que permite respirar.

 

O avesso de Passos

Em Passos, as redes sociais andam mais para “terra de ninguém” do que para praça pública digital. Perfis fakes brotam igual carrapicho em roupa nova, criados só para destruir reputações, fabricar intrigas ou cumprir tarefas políticas de quinta categoria. E que ninguém se engane: dá trabalho achar o autor, mas não é impossível. O rastro do IP fala e fala bonito. Tem grupos por aqui que já estão sendo desvendados, criados por figurões da política local e até parlamentares, operando como verdadeira milícia digital. Costura perigosa essa.

 

Costura que rasga fácil

A segurança e integridade das informações viraram artigo de luxo. Informações distorcidas, montagens e ameaças transformam um instrumento magnífico a comunicação digital, numa arma que, quando cai na mão de quem não tem prumo moral, vira ferramenta de destruição de caráter. Com os recursos da Inteligência Artificial, o uso das redes de forma criminosa foi alavancado, produzindo postagens falsas, mas com aparência incrivelmente similar à realidade. É por isso que muitos defendem responsabilizar as plataformas por conteúdos ilegais, mas isso é outro ponto polêmico, porque seria o equivalente a punir os Correios pelo conteúdo de uma correspondência.

 

Entre a tesoura e o tecido

O desafio é não trocar o problema da bagunça digital por outro ainda maior: o do controle estatal excessivo. A regulação precisa ser feita à luz do Estado Democrático de Direito, com governança multissetorial, transparência e participação da sociedade. Sem isso, corre-se o risco de transformar a tesoura de proteção numa guilhotina moderninha.

 

Moldes perigosos lá fora

A preocupação aumenta quando o governo federal demonstra simpatia por modelos de controle das redes sociais usados em países onde liberdade é palavra de dicionário, não de vida real. O presidente Lula já elogiou o sistema chinês, aquele mesmo que prende, cala, vigia e some com quem ousa falar fora da cartilha. Importar técnico de lá é como chamar açougueiro para arrumar vestido de noiva.

 

Tecendo por linhas tortas

A crítica não impede o reconhecimento das necessidades: proteger crianças, combater o ódio, barrar crimes, impedir manipulação política, conter a desinformação, tudo isso é urgente. Mas a solução não pode servir de pretexto para controle de pensamento, como já se viu em regimes autoritários apoiados pelo Presidente Lula. O risco de costurar censura com linha de “proteção” não é pequeno.

 

O último botão

Resta ao Congresso Nacional segurar firme o molde democrático, lembrando que está ali para defender liberdades  e não para aprovar, às pressas, qualquer projeto em troca de emendas parlamentares polpudas. Se falhar, a costura abre e quem paga a conta é o cidadão.
Democracia, se remenda com pontinho miúdo, responsabilidade e vigilância constante e nunca com tesourada grande demais.

 

Nota Final – O ponto que arrebenta

O grande risco dessa discussão toda é conhecido: o presidente Lula, apesar da tentar se mostrar como estadista, insiste em agir como militante de um projeto político ultrapassado, que sempre flertou com regimes autoritários mundo afora. Sua proximidade ideológica com ditaduras que controlam redes sociais, tais como China, Cuba, Venezuela, Nicarágua e outras, acende um alerta que não pode ser ignorado. Quando um governante demonstra simpatia declarada por sistemas que vigiam, censuram e encarceram opositores, é natural suspeitar que não esteja pensando apenas em proteger crianças brasileiras, mas também em garantir poder, controlar narrativas e perpetuar seu grupo político.

A grande mídia tradicional Lula já domou com publicidade milionária; ali não há incômodo, não há confronto, não há perguntas espinhosas. Mas as redes sociais… ah, essas são espelho sem maquiagem. Revelam o que a imprensa amiga esconde. Circulam documentos, áudios, vídeos e provas que desmontam discursos e mostram contradições sem pedir licença. É por isso que incomodam tanto.

Regular para proteger é dever.

Regular para controlar é tirania. E o Brasil precisa vigiar bem qual das duas costuras o atual governo está tentando fazer.