Projeto ‘Raízes de Passos’ apresenta Silas Figueiredo

A cada edição (mensal) são apresentadas cinco curiosidades sobre um personagem histórico de Passos

Abr 8, 2026 - 21:29
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Projeto ‘Raízes de Passos’ apresenta Silas Figueiredo
Ele foi símbolo de inspiração e dedicação à cultura de Passos (Foto: Arquivo)

Silas Figueiredo é o décimo quinto episódio do projeto ‘Raízes de Passos: preservando memórias e histórias’, foi lançado nesta quarta-feira, dia 08 de abril de 2026, na rede social Instagram e Tik Tok pelo Instituto Motirõ (Ponto de Cultura) de Passos-MG (veja aqui). O décimo quinto personagem definido pelos seus idealizadores, Márcio Francisco de Carvalho e Betânia da Silva Marques,  foi uma das figuras mais importantes da história cultural de Passos, especialmente no campo do teatro e da organização artística.

As edições são publicadas mensalmente, e a cada edição são apresentadas cinco curiosidades sobre um personagem histórico de Passos-MG, além de sua biografia.

No vídeo que tem o historiador Márcio Carvalho como narrador são revelados cinco fatos sobre Silas Roberto Figueiredo reforçando sua importância para a cultura de Passos de forma profunda e estruturante, pois ele não foi apenas um participante, mas um verdadeiro articulador da vida cultural da cidade.

 

5 FATOS SOBRE SILAS ROBERTO FIGUEIREDO

 

Era pedagogo, foi diretor do Departamento de Cultura de Passos e contribuiu com a arte e o teatro na cidade de Passos

FATO 1. Era apaixonado por arte e teatro, sendo ator e diretor reconhecido nas produções culturais de Passos onde também atuou como diretor do Departamento de Cultura.

FATO 2. Deixou forte legado na educação, dirigindo a Escola Estadual Dulce Ferreira de Souza (Polivalente).

FATO 3. Criou o TICO – Torneio Inter-Colegial, evento que movimentava a juventude estudantil da cidade.

FATO 4. Também era comerciante, atuando no ramo de ótica além de seu trabalho como educador e artista.

FATO 5. Foi homenageado com nome Escola Mun. Prof. Silas Roberto Figueiredo.

 

BIOGRAFIA DE SILAS ROBERTO FIGUEIREDO

 

Nasceu em Boa Esperança/MG em 23 de fevereiro de 1949 de uma família formada por 6 irmãos. Era filho do casal José Alves de Figueiredo e Maria Reis Figueiredo, que fixaram residência em Passos em 1956. Estudou na Escola Estadual Dr. Wenceslau Braz, hoje Escola Municipal Professora Francina de Andrade.

Cursou Contabilidade no Colégio de Passos e ingressou na Faculdade de Filosofia de Passos, onde se formou em Pedagogia. Foi professor e diretor da Escola Estadual Dulce Ferreira de Souza (Polivalente). Colaborou em diversas atividades estudantis como membro da UPES, UNE (União Nacional dos Estudantes) e grêmios esportivos. Era artista nato, destacando-se no teatro e atuando como diretor desde 1970. Na Prefeitura Municipal, idealizou e criou o Tico (Torneio Inter-Colegial) e foi diretor do Departamento de Cultura na gestão de Cóssimo Baltazar de Freitas, na década de 80. Foi membro da diretoria do Passos Clube e do CPN (Clube Passense de Natação), além de ser comerciante no ramo de ótica. Faleceu aos 53 anos no dia 13 de setembro de 2002 em Passos, vítima da violência urbana, ao ser brutalmente assassinado.

Após 8 meses de sua morte, em 14 de maio de 2003, recebeu uma homenagem com a inauguração da Escola Municipal Professor Silas Roberto Figueiredo, à rua Vereador Antônio Magalhães Silveira, na Cohab IV, durante a gestão do então prefeito José Hernani Silveira.

 

PROJETO RAIZES DE PASSOS

 

Para a filósofa Betânia Marques ao conhecer as histórias de personagens locais, a comunidade passa a se reconhecer nessas narrativas, fortalecendo o sentimento de pertencimento, orgulho e identidade cultural passense. Para o historiador Márcio Carvalho o projeto O projeto dedica-se a contar as trajetórias de homens e mulheres que, muitas vezes fora dos registros oficiais, foram essenciais na formação social, cultural, econômica e política de Passos. Ao dar voz a esses personagens, o projeto preserva memórias que poderiam se perder com o tempo.

Os idealizadores do projeto Raízes de Passos, Betânia Marques e Márcio Carvalho, mantem também outros 17 projetos abertos ao público e mantidos com recursos próprios.

Redação Redação