Morre a jovem que teve o corpo queimado durante ataque em Olhos D’Água, em Delfinópolis
Iris Cândida, de 24 anos, estava internada na ala de queimados da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso desde 11 de abril
A jovem Iris Cândida, de 24 anos, morreu na manhã deste domingo (19), após ter o corpo queimado durante um ataque em uma mercearia em Olhos D’Água, na zona rural de Delfinópolis, segundo informação dos familiares da vítima.
Iris estava internada na ala de queimados da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso desde 11 de abril. A suspeita do crime é outra mulher de 18 anos que, segundo a Polícia Militar, ainda não foi localizada.
O corpo da jovem foi levado para Delfinópolis. O velório acontece no distrito de Olhos d’Água, e o sepultamento está previsto para as 9h desta segunda-feira (20), no cemitério do distrito.
De acordo com a Polícia Civil, foi instaurado um inquérito para apurar o crime. A perícia técnica esteve no local e as investigações estão em andamento. Testemunhas foram ouvidas na terça-feira (14) para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
Imagens do circuito de segurança de uma mercearia em Olhos d'Água, distrito de Delfinópolis, registraram o momento em que uma mulher, de 18 anos, ateia fogo contra Iris na tarde de sábado (11).
Familiares da vítima relataram à EPPTV que ela trabalhava no caixa do mercado da família no momento do ataque. A suspeita entrou no local, comprou um frasco de álcool e, após o pagamento, jogou o líquido sobre a jovem e ateou fogo. As chamas também atingiram o caixa do estabelecimento.
Ainda segundo a família, Iris sofreu queimaduras de 1º, 2º e 3º graus em cerca de 40% do corpo, principalmente do pescoço para baixo. Ela foi socorrida por vizinhos e levada ao hospital de Delfinópolis. Em seguida, foi transferida para a ala de queimados da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso.
A família afirma que a vítima e a agressora não se conheciam. Moradores informaram que a suspeita teria chegado recentemente à cidade para trabalhar na colheita de bananas.
Segundo a Polícia Militar, a vítima relatou não saber o que pode ter motivado o crime, mas disse que, minutos antes do ataque, conversou com o namorado da suspeita no mercado. O homem foi questionado, negou participação e afirmou não saber onde a mulher está.







