Morador de Passos é executado após julgamento em “tribunal do crime”
Cinco autores de uma organização criminosa foram presos na apuração
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu suspeitos de envolvimento em um homicídio que chocou a região. A vítima, identificado como Wederson Castro Criveralo, de 32 anos, morador de Passos, foi levada até Bom Jesus da Penha, onde acabou submetida a um chamado “tribunal do crime” antes de ser executada.
Segundo o delegado da Regional da PC de Guaxupé, responsável pelo caso, Manoel Nora, o crime ganhou repercussão em outubro, quando o corpo foi encontrado amarrado e parcialmente enterrado em um cafezal do município. Um trabalhador rural, incomodado pelo forte odor vindo da plantação, acionou a polícia acreditando tratar-se de um animal morto. No entanto, os agentes constataram que se tratava de um corpo humano.
Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (17), o delegado explicou que a apuração teve início a partir de um único elemento encontrado junto ao corpo: uma corda. “Quando nós encontramos o corpo, ele já estava na fase gasosa de putrefação. O rosto não era mais identificável, e a única coisa externa ao corpo era um pedaço de corda”, relatou Nora.
A vítima estava com as mãos amarradas para trás e os pés presos junto às mãos, em claro sinal de tortura e execução. A corda, aparentemente nova, chamou a atenção dos investigadores. Após diligências em casas de material de construção e supermercados, a polícia localizou um estabelecimento que havia vendido uma corda idêntica, de padrão tricolor.
Com imagens de segurança, os investigadores identificaram os compradores e cumpriram mandados de busca e apreensão. Na residência dos suspeitos, foi encontrado o restante da corda utilizada no crime. “Disseram que seria usada para um balanço, mas a residência era um sobrado e não tinha nem onde amarrar um balanço”, destacou o delegado.
Julgamento e execução
Com o avanço das investigações, a vítima foi identificada como um morador de Passos. A apuração revelou que ele foi levado até um imóvel conhecido como “Cantoneira”, em Bom Jesus da Penha, onde foi submetido ao chamado tribunal do crime.
“Foram feitas videochamadas e ligações, onde ele foi julgado, condenado e posteriormente executado”, afirmou Nora.
Os suspeitos presos permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos na execução.



