Marcelo Henrique Silva, de Passos, conquista o Prêmio Jabuti 2025 com ‘Sangue Neon’
O evento, promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), celebrou a literatura brasileira em 23 categorias
A 67ª edição do Prêmio Jabuti, realizada na noite de 27 de outubro de 2025, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, consagrou o escritor passense Marcelo Henrique Silva como vencedor na categoria Escritor Estreante - Romance com sua obra Sangue Neon (Editora Faria e Silva).
O evento, promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), celebrou a literatura brasileira em 23 categorias, com destaque para a conquista do autor de Passos, que levou para casa R$ 5 mil e a icônica estatueta do Jabuti.
Sangue Neon superou fortes concorrentes, como Flor do Mandacaru, de Claudionor de Oliveira Junior, e O Labirinto do Corpo, de Daniel Carvalho Laier, na categoria que reconhece novos talentos no gênero romance. A vitória de Marcelo Henrique reforça a potência literária de autores regionais, colocando Passos no mapa da literatura nacional.
Ele é o segundo escritor radicado em Passos que leva o prêmio: Marco Túlio Costa venceu o Prêmio Jabuti de 2004, na categoria Infantil/Juvenil, com a obra Fábulas do Amor Distante, publicada pela Editora Record. Antes disso, em 2002, ele havia sido finalista na mesma categoria com O Gato que Falava Siamês.
O romance de Marcelo Henrique, descrito como uma estreia marcante, destaca-se pela originalidade e pela capacidade de capturar o leitor com uma narrativa envolvente, consolidando o autor como uma promessa da nova geração (leia mais aqui)
Ruy Castro leva o grande prêmio
O grande destaque da noite foi o escritor e jornalista Ruy Castro, que conquistou o título de Livro do Ano com O Ouvidor do Brasil: 99 Vezes de Tom Jobim (Companhia das Letras), uma biografia que celebra a vida e o legado do maestro brasileiro. Castro, imortal da Academia Brasileira de Letras, recebeu R$ 70 mil e uma viagem à Feira do Livro de Londres em 2026. Em seu discurso, ele dedicou o prêmio aos leitores que o acompanham há 35 anos, declarando-se “sem palavras” pela honraria.
A cerimônia, que premiou livros publicados em 2024, homenageou a escritora Ana Maria Machado como Personalidade Literária, reconhecendo sua trajetória como ex-presidente da Academia Brasileira de Letras e ícone da literatura infantil e juvenil. Com mais de 4.500 obras inscritas, o Jabuti 2025 destacou a riqueza da produção literária brasileira em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.
Entre os vencedores, estão nomes como Itamar Vieira Junior, com Salvar o Fogo (Todavia), na categoria Romance Literário; Armando Freitas Filho, com o póstumo Respiro (Companhia das Letras), em Poesia; e Daniela Arbex, com Longe do Ninho (Intrínseca), em Biografia e Reportagem. Na categoria Infantil, Estações, de Daniel Munduruku e Marilda Castanha (Moderna), levou o prêmio, enquanto O Silêncio de Kazuki, de André Kondo (Telucazu Edições), venceu em Juvenil. A inovação também foi celebrada com o projeto AbraPalavra, de Belo Horizonte, na categoria Fomento à Leitura, e o programa Rio Capital Mundial do Livro, na categoria especial.
Orgulho para Passos
A conquista de Marcelo Henrique Silva é motivo de celebração para a cidade de Passos, que vê um de seus filhos ser reconhecido no maior prêmio literário do Brasil. Sangue Neon marca a estreia de um autor que já demonstra grande potencial, trazendo visibilidade à produção literária do sul de Minas. A vitória reforça a importância de apoiar novos talentos e de valorizar as histórias que nascem fora dos grandes centros urbanos.
Para a lista completa dos vencedores e mais detalhes, acesse o site oficial do Prêmio Jabuti: premiojabuti.com.br.





