Diego desvia o foco da calamidade das estradas rurais
O Diário Não Oficial da Política
Enquanto produtores enfrentam atoleiros e prejuízos, o prefeito prefere brigar com uma ilustração em vez de resolver o problema real.
O desastre anunciado nas estradas rurais
Como a imprensa credenciada com a maior verba publicitária da história de Passos (pode isso MP?) se omite e vive de publicidade oficial de promoção do Prefeito, o OBSERVO e o Diário não Oficial da Política – apoiados pela maior mobilização das redes sociais da história na cidade –, são o caminho para dar voz à população e denunciar seus problemas provocando a Administração Municipal para tomar atitude e enfrentar tais problemas. Assim, voltamos ao cenário atual das estradas rurais de Passos que não é fruto do acaso. Ele nasceu da total ausência de manutenção preventiva durante o período seco. Meses inteiros passaram sem serviços tecnicamente planejados, sem drenagem adequada e sem preparo do solo. Quando a chuva chegou, encontrou vias frágeis e despreparadas. O resultado foi previsível e agora explode na forma de atoleiros, erosões e isolamento.
Isolamento que ameaça vidas
O problema deixou de ser apenas incômodo. Tornou-se questão humanitária. Ambulâncias não conseguem alcançar moradores, ônibus escolares deixam crianças sem aula e serviços básicos ficam interrompidos. Quando uma estrada impede o atendimento médico ou o transporte de estudantes, a falha administrativa passa a ter consequências graves e diretas sobre a população mais vulnerável.
Produtores pagando a conta do descaso
Quem vive da terra sente na pele a omissão do poder público. Safras ficam retidas na lama, caminhões não conseguem escoar a produção e o prejuízo financeiro cresce a cada dia. A economia rural de Passos, que sustenta boa parte do município, está sendo sacrificada por falta de ações simples que deveriam ter sido realizadas muito antes das primeiras chuvas.
Exemplos vizinhos que expõem a inoperância local
Mas é preciso registrar que existem formas de resolver o problema e os técnicos em vez de inventar a roda novamente, deveriam conhecer soluções exitosas. Enquanto Passos afunda no barro, cidades como Piumhi mostram que é perfeitamente possível atravessar o período chuvoso com estradas em boas condições. Lá existe planejamento, execução técnica e respeito ao homem do campo. A comparação é inevitável e constrangedora para a atual administração municipal.
Em Passos as estradas da Usina Ipiranga estão boas
Alguns trechos de estradas só estão transitáveis porque empresas particulares, cansadas de esperar a prefeitura, assumiram a manutenção por conta própria. A situação é humilhante para o poder público. Quando o setor privado precisa substituir a obrigação da prefeitura, fica escancarado o tamanho da incapacidade administrativa.
Upgrade da Esgotosfera
Nas redes sociais, aquela veinha do Facebook, personagem cativa da Esgotosfera para garantir cargo comissionado para a filha, produziu uma pérola ao atacar o outdoor dos produtores rurais protestando contra o estado das estradas, com o argumento surreal de que a imagem era fake news porque o ônibus da ilustração era amarelo e, segundo ela, Passos não teria veículos dessa cor. Mas o que parecia insuperável ficou ainda mais desarranjado. Em entrevista à Rádio Passos – também ‘credenciada’ (pode isso MP?), o próprio prefeito Dr Diego resolveu, talvez se aconselhar ou fazer upgrade da tese daquela figura histriônica e conseguiu ir além. Demonstrando completo desconhecimento de que uma ilustração não precisa ter realismo fotográfico, o doutor Diego tentou desviar o foco do problema central para discutir detalhes irrelevantes do desenho, como se o cenário pudesse apagar o estado deplorável das estradas rurais que sua gestão permitiu chegar a esse ponto.
Impopularidade irrita
Tentando disfarçar, mas visivelmente nervoso, o prefeito foi capaz de classificar como fake news o protesto legítimo dos produtores, tratando com desdém a dor e o sofrimento de quem há 5 anos pede providências básicas. Como não dá para acreditar que alguém que sempre ostenta seus títulos de graduação, professor e advogado, não consiga compreender o sentido figurado de uma ilustração, resta apenas uma conclusão possível: a fala do prefeito foi um lamentável sinal de desprezo pelos problemas reais da população rural e uma falta de postura democrática.
Futuro prefeito tenta consertar, mas….
O mais curioso é o contraste dentro do próprio governo. O vice-prefeito e quase prefeito ou mesmo prefeito de fato, Maurício Antônio da Silva, fez declarações em tom completamente diferente, amenizando o clima, respeitando os produtores e antecipando medidas concretas para enfrentar a crise. Logo depois, porém, surge o Excelentíssimo senhor doutor prefeito Diego Rodrigo de Oliveira com declarações desastradas e incongruentes com as do próprio companheiro de chapa, reacendendo a revolta e acirrando ânimos de quem espera soluções há cinco anos e só coleciona promessas vazias. O episódio resume bem o estilo da atual administração: uma confusão permanente entre discurso e realidade, onde a prioridade parece ser sempre salvar a própria imagem, mesmo que para isso seja preciso mentir ou ignorar o drama de quem está atolado na lama. A propósito, os produtores rurais agora estão publicando nas redes sociais incontáveis vídeos mostrando o drama que os veículos passam para transitar nas estradas estilo Diego Oliveira, sem ônibus amarelo.
Medidas simples que nunca saem do papel
Já que a equipe do Dr Diego não preveniu durante a seca, o jeito agora é remediar. Especialistas apontam ações básicas que poderiam minimizar o caos, como drenagem de emergência, abertura de saídas de água, colocação de cascalho britado nos pontos críticos e organização de equipes de pronto atendimento. Nada disso exige tecnologia sofisticada. Exige apenas gestão eficiente, coisa que não se vê na administração atual.
Uso errado de máquinas agrava o problema
Até mesmo quando decide agir, a prefeitura consegue errar. Passar a motoniveladora de qualquer maneira em solo encharcado pode transformar a estrada em um verdadeiro sabão, criando canaletas e atoleiros ainda piores. Sem critério técnico, a solução vira parte do problema.
Falta de estrutura para emergências
Mesmo em plena crise, a prefeitura não conseguiu organizar um sistema eficiente de atendimento rápido aos moradores. Um simples canal de comunicação direta para registrar bloqueios e enviar maquinário de forma ágil já faria enorme diferença. Mas até o básico falta.
Cronograma inexistente
Manutenção de estrada rural precisa começar no período seco, com planejamento anual e equipes permanentes. Em Passos não existe cronograma, não existe método e não existe continuidade. Há alguns dias apresentaram um arremedo de cronograma, tarde demais, sempre depois que o problema já tomou proporções gigantescas.
População obrigada a recorrer ao Ministério Público
Diante da omissão do Executivo, associações de produtores são forçadas a buscar ajuda fora da prefeitura para garantir direitos elementares. Quando o atendimento à saúde depende de ações judiciais para que uma estrada seja consertada, fica evidente o grau de desgoverno instalado. Em Carmo do Rio Claro, como noticiado pelo OBSERVO (leia aqui), a justiça obrigou a prefeitura a garantir o transporte escolar e da mesma forma esperamos que diante da omissão incompetente do Dr Diego, que o Ministério Público comece a agir com exigências semelhantes.
Nota Final
O quadro caótico das estradas rurais de Passos continua sendo a prova irrefutável da incompetência do doutor Diego e de sua equipe. Faltou planejamento no período seco, faltaram ações técnicas no momento correto e falta capacidade até para providências emergenciais simples. Um problema previsível foi tratado com descaso até se transformar em crise que prejudica produtores, estudantes, doentes e toda a economia local. As declarações recentes do prefeito, atacando o protesto legítimo dos produtores e tentando desviar o foco do problema real, apenas agravaram e reascendem o desgaste de um governo que já não consegue explicar a própria ineficiência. Em vez de apresentar soluções, preferiu criar polêmica, demonstrando irritação com a impopularidade crescente e pouca sensibilidade com quem sofre diariamente nas estradas abandonadas. O contraste com a postura mais equilibrada do vice-futuro prefeito deixou ainda mais evidente a desorganização administrativa e a falta de rumo da atual gestão. Enquanto um tenta acalmar e buscar caminhos, o outro insiste em declarações desastradas que só aumentam a revolta de quem espera atitudes há cinco anos. Passos está literalmente atolada na lama da má gestão, pagando um preço alto pela incapacidade de um prefeito que não consegue cumprir nem as obrigações mais elementares. Contra fatos e imagens reais, não há discurso que resista.







