Desgaste político cresce após polêmicas na Prefeitura e na Câmara
O Diário Não Oficial da Política
Crise das estradas rurais e gastos milionários com mordomia na Câmara, ampliam indignação popular e desgaste do Prefeito e Vereadores.
O Cenário
O Diário tem um compromisso inarredável com a informação verdadeira e com o respeito aos nossos leitores e à comunidade como um todo. Assim, diante dos últimos acontecimentos relacionados ao PCA das Mordomias e à crise aguda das estradas rurais, fatos que se entrelaçaram de forma explosiva, tornou-se necessário tratar do assunto, novamente, com a clareza que ele exige e atendendo a dezenas de pedidos de nossos leitores e seguidores. Produtores rurais revoltaram-se ao perceber que o dinheiro público estava em vias de ser usado para mordomias e esbórnias na Câmara Municipal, incluindo aquisição de imóvel por valores estratosféricos, provavelmente agradando a algum corretor e servindo. E as respostas dadas pelos envolvidos revelam o padrão de comportamento dos políticos atuais diante de críticas fundamentadas.
A revolta justificada
O estopim de tudo foi simples e direto: produtores rurais atolados em estradas intransitáveis descobriram que milhões de reais poderiam ser gastos com mordomia como celulares caríssimos, frigobares e cafeterias de luxo e para ampliar prédio público com foco em formaturas e eventos particulares. A comparação entre a lama nas estradas e o luxo pretendido na Câmara transformou indignação em revolta aberta. Que o Poder Legislativo, graças aos encantos do prefeito Diego de Oliveira, está completamente submisso ao Executivo e abdicou de sua sagrada função de representar o povo e fiscalizar, isso já era conhecido. Que as reuniões dos nobres edis servem basicamente para homenagens, medalhas e nomes de rua, também não é novidade. Entretanto, a revelação de que a prioridade seria gastar milhões com mordomias e para melhorar o conforto de festas privadas mostrou um quadro ainda mais execrável do que se imaginava
A prioridade revelada
O próprio presidente da Câmara, Plínio Andrade, admitiu publicamente que a ampliação da sede seria necessária para garantir segurança e conforto por exemplo em festas de formatura. A declaração escancarou que, para os atuais gestores do Legislativo, evento privado vale mais que estrada rural, saúde pública ou qualquer outra demanda coletiva.
O vácuo de argumentos
Quando um político não tem resposta técnica ou moral para uma crítica, recorre ao velho mecanismo da fuga ou do ataque. Foi exatamente o que ocorreu. Em vez de explicar a necessidade dos gastos, preferiram desqualificar quem questionava. A ausência de argumentos transformou-se em agressividade verbal. A primeira reação foi simplesmente ignorar as cobranças, acreditando que o tempo faria o assunto morrer. Mas na era das redes sociais, silêncio não apaga problema, apenas reforça a percepção de culpa. O que não é respondido acaba sendo interpretado como confissão.
A ataque aos críticos
No episódio da Câmara, sem explicações plausíveis, o vereador Plínio Andrade partiu para a falácia clássica do “ad hominem”. Chamou os críticos de meia dúzia de fracassados na política e na vida pessoal. Em vez de rebater os argumentos, tentou desmoralizar as pessoas. Sinal claro de quem perdeu o debate. O problema é que a suposta meia dúzia virou a cidade inteira. A repercussão foi tão grande que o mesmo vereador que desprezava os questionamentos teve que recuar. O descontrole inicial transformou-se em nota pública da Câmara Municipal dizendo respeitar o direito de criticar.
De quem é o baixo nível?
Plínio afirmou que a Câmara não responderia por se tratar de críticas de baixo nível. Dias depois teve que engolir o que disse e divulgar texto cuidadoso defendendo a liberdade de opinião. A mudança repentina mostrou que baixo nível não eram as críticas, mas a postura de quem não soube lidar com elas.
O prefeito no mesmo roteiro
O comportamento do prefeito Diego de Oliveira sempre seguiu exatamente a mesma cartilha. Ninguém se esqueceu daquela retreta do prefeito na emissora credenciada quando, diante das cobranças, menosprezou a população e chegou a dizer que estava “cagando e andando” para as críticas. A frase grosseira resumiu o desprezo com que encara o contraditório.
A tentativa de desviar o foco
Para abafar a crise das estradas rurais, Diego anunciou verba com o deputado Cássio Soares. Tentaram mostrar solução pontual como se fosse obra grandiosa. Mas dezenas de vídeos gravados por moradores desmentiram a encenação oficial e o resultado foram out doors espalhados pela cidade protestando contra o prefeito.
A farsa dos vídeos
Chegaram ao ponto de escalar funcionário do SAAE, desviado de função para a Secretaria de Agricultura, para gravar depoimentos de produtores elogiando um trecho de duzentos metros arrumado em estrada de quarenta quilômetros. A realidade mostrou que o elogio isolado não escondia o abandono generalizado.
As manobras questionáveis
Esse desvio de servidor, sem as formalidades legais exigidas para cessão entre autarquia e prefeitura, levanta inclusive questionamentos jurídicos que merecem atenção do Ministério Público. Mas, para o marketing oficial, o importante era produzir narrativa, não resolver problema.
O medo do desgaste
Com a popularidade em queda e a cidade em ebulição, o prefeito Diego percebeu o tamanho do estrago político. De repente passou a convidar opositores para cafezinhos no gabinete, numa tentativa tardia de demonstrar diálogo e humildade.
O cachimbo da paz
Depois de desprezar, atacar e ignorar, agora tentam aparentar espírito conciliador. A aproximação repentina não parece arrependimento sincero, mas simples estratégia para conter danos. Quando a pressão aperta, a arrogância vira gentileza interessada.
Nota final
Os episódios recentes revelam com precisão o retrato da política passense: diante de críticas legítimas, muitos governantes preferem o silêncio, a desqualificação dos cidadãos e a propaganda enganosa em vez da transparência e do respeito. Quando perdem o controle, atacam. Quando percebem o desgaste, recuam. Mas a população já aprendeu a fazer a leitura correta. Quem não suporta ser questionado demonstra que não tem condições morais de governar.







