Chuvas de início de ano causam danos e agravam quadro das estradas rurais de Passos
Pelo menos 9 pontes foram danificadas e há 50 pontos críticos nas vias rurais
Nem bem o período chuvoso se iniciou e o pouco que caiu até agora deixou um rastro de destruição na malha viária rural de Passos, num quadro preocupante para os produtores rurais que têm pela frente 3 meses de chuvas: 9 pontes com danos e 30 kms de estradas com trechos comprometidos.
O levantamento não é de qualquer dirigente sindical de defesa da zona rural ou de vereadores de oposição – coisa rara na cidade nos últimos anos, mas do próprio Secretário Municipal de Meio Ambiente, Agropecuária e Abastecimento (SEMAP) da Prefeitura de Passos, Federico Osanan, que herdou um quadro dramático do ex-titular da pasta na primeira gestão do prefeito Diego Oliveira, Sebastião Domingos, o Nenem da Manoela
Nesta quarta-feira, em pronunciamento numa emissora de rádio, o Secretário, detalhou a situação crítica de pontes e aterros, além de anunciar um plano de ação para a recuperação das vias.
Segundo o secretário, os danos estão concentrados em pontes, aterros e diversos pontos críticos, que já passam por mapeamento e priorização técnica para intervenção imediata.
O levantamento realizado pela SEMAP aponta uma necessidade urgente de intervenção em diversas localidades:
- Pontes Danificadas: A região do Tarimba é a mais afetada, com seis pontes comprometidas. No Engenho Velho e na região do Vira, foram registradas três pontes danificadas em cada. As regiões da Mumbuca e das Águas registraram uma ocorrência cada, sendo que, nesta última, a estrutura já foi recuperada na última segunda-feira.
- Aterros e Pontos Críticos: Foram identificados 11 pontos de aterros danificados, distribuídos entre Engenho Velho (5), Tarimba (3) e Vira (3). No total, a prefeitura monitora aproximadamente 50 pontos críticos, totalizando 30 km de trechos com tráfego comprometido.
O OBSTÁCULO DO LIXO IRREGULAR
Um ponto de forte preocupação destacado por Osanan é o descarte irregular de lixo nas estradas rurais, já que a administração não mantém um serviço regular de coleta nem mesmo no perímetro urbano.
O secretário fez um apelo direto à conscientização da população urbana e rural. "Isso prejudica demais as saídas de água, os nossos cursos d'água, traz doenças e uma série de danos a todos nós", alertou o secretário.
Além dos riscos ambientais e de saúde, o descarte de materiais inservíveis atrasa as obras de manutenção. De acordo com o titular da SEMAP, equipes e maquinários que deveriam estar focados na recuperação das estradas precisam ser deslocados frequentemente apenas para a retirada de entulhos descartados em locais incorretos.
ESTRATÉGIA E RECURSOS
Para enfrentar o alto custo das obras, a prefeitura busca apoio financeiro externo. O secretário revelou que projetos estão sendo protocolados junto aos governos estadual e federal para viabilizar construções definitivas.
"Algumas pontes danificadas, se feitas da forma correta, em alvenaria, custam em torno de R$ 1 milhão cada", explicou Federico Osanan. O objetivo da administração municipal, segundo ele, é garantir recursos que permitam realizar obras de maior durabilidade, evitando que novos períodos chuvosos causem o mesmo nível de destruição.



