A Era do Prefeituber ao Gestãoflix (da série Prefeitura em Ruínas)

O Diário Não Oficial da Política

Dez 12, 2025 - 06:21
Dez 12, 2025 - 06:31
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A Era do Prefeituber ao Gestãoflix (da série Prefeitura em Ruínas)
Avenida São Domingos do bairro Casarão, obra prometida e outra abandonada (Foto: Redes Sociais)

 

Muitas temporadas de promessas, poucos episódios de entrega.

 

AQUI O POVO TEM VOZ

A cada momento o Diário não oficial da Política se depara com problemas que incomodam e prejudicam a vida da comunidade passense. Uma comunidade que apoiou o prefeito e agora se vê obrigada a assistir o festival de vídeos circenses que estão enojando as pessoas que nunca são atendidas e não conseguem sequer ser ouvida pelo Poder público e obter seriedade para enfrentar os problemas. A população também já percebe que hoje a única alternativa de imprensa livre e não submissa a verbas públicas é o OBSERVO e com isso nos procura incessantemente para mostrar as graves mazelas que afetam a qualidade de vida dos passenses. E aqui a voz da população sempre será ouvida e reproduzida porque é esse o compromisso de quem é realmente livre e de bons costumes.

 

A VIDA REAL DA ZONA RURAL

Enquanto o prefeito grava stories animados, quem transita nas estradas da zona rural enfrenta a realidade:  só duas patrolas funcionam e o serviço precisa parar quando está chovendo. Para 1.500 quilômetros de estradas, é mais fácil encontrar um jacaré azul do que máquina trabalhando.

 

SEAPA: A SECRETARIA EM MODO “GAME OVER”

O dinheiro acabou, as licitações venceram, a servidora que cuidava delas foi demitida, o pessoal das cascalheiras está em greve, e ninguém sabe quem vai organizar novas licitações para 2026. A secretaria funciona hoje no modo “CTRL+ALT+DEL”.

 

A ESTRADA VIP

Coincidência nada discreta: uma estrada bem cuidada é justamente a que passa no condomínio onde mora figurão da Prefeitura. O resto do município? Só marcando presença no “antes” das fotos.

 

CHUVA: A VILÃ OFICIAL DO GOVERNO

Primeira chuvinha e já começa o caos. Estradas desmanchando, erosão abrindo buracos, pontes e mata burros desmanchando, barro engolindo veículos… Para o governo, a solução continua sendo a mesma: culpar o clima, a nuvem, o vento, o El Niño, o La Niña, o espírito da serra…

 

SANTA LUZIA E A NOVA SAGA DOS HORRORES

Na zona urbana nada está muito diferente. Depois da Rua Varginha, agora é a Rua Niterói que entra para a lista das obras “vai, não vai, fura de novo”. Prefeitura fez errado, terceirizada corrigiu errado, chuva completou o estrago. No fim, ficaram os moradores olhando para os buracos que já decoram a paisagem. Os moradores relatam que a água nem desce pelas bocas de lobo recém-instaladas. É a primeira obra da história que já nasce sem drenagem. Resultado? Erosão, buraco e dinheiro público escorrendo ladeira abaixo literalmente.

 

A RUA QUE LOOPA IGUAL VÍDEO DE TIKTOK

A obra da Rua Niterói foi refeita, desfeita, refeita e desfeita de novo. No ritmo que está, o algoritmo do TikTok já até reconhece os buracos como “usuários frequentes”.

 

CASARÃO: O BAIRRO DO “VAMOS PRA CIMA” … E SUMIU

Já no Casarão, o Prefeito apareceu gravando vídeo, fez pose de gestor e… desapareceu. A máquina passou uma vez e a obra está parada há dois meses. Se a prefeitura não pode resolver, pelo menos poderia gravar outro TikTok explicando por quê.

 

O CÓRREGO DO ESQUECIMENTO

No bairro onde o prefeito cresceu e foi eleitoralmente acolhido, o córrego está abandonado. O Prefeito mais uma vez prometeu canalização, mas tudo continua sujo, tomado por mato e sem nenhuma intervenção.

 

O CONTRASTE HEINEKEN

Moradores reclamam que para a Heineken, tudo anda rápido, sem erro, sem paralisação, sem buraco triplicado. É o lado da cidade onde até o vento parece mais treinado. Já para o cidadão comum, sobra o improviso, a demora e o TikTok.

 

NATAL DE LUXO NUMA CIDADE ÀS ESCURAS

Enquanto falta gaze na saúde, cascalho na zona rural e vergonha no planejamento, a prefeitura investe uma fortuna na decoração natalina. Luzes, pisca-piscas, estruturas e enfeites gigantes para esconder a realidade. Parece mais cidade cenográfica do que município real.

 

A PRAÇA DO ABANDONO TOTAL

A iluminação milionária nem disfarça o estado deplorável da fonte do coração da cidade, a Praça Monsenhor Messias. É um monumento ao abandono. A ornamentação brilha, mas a podridão da fonte parece saída de filme pós-apocalíptico.

 

A SECRETARIA DE “PLANEJAMENTO”

O Observo já sugeriu extinguir a Secretaria de Planejamento porque na prática ela não planeja nada, está em desuso. O governo administra Passos igual quem monta árvore de Natal: olhando pra ver se ficou bonito, mas sem pensar em nada estrutural.

 

“CHEGA DE NOS ILUDIR”

Moradores do Santa Luzia, Casarão, zona rural e outros bairros já perceberam: vídeo não tapa buraco, promessa não contém erosão e iluminação não substitui saúde. Talvez Sua Excelência, aumentando a frequência dos vídeos não tenha percebido que a cada dia eles se tornam mais intragáveis e que as pessoas estão acordando da hipnose praticada pelo maquiavélico projeto de dominação que foi colocado em prática, que serviu para a reeleição, mas que talvez não dê o mesmo efeito para 2026.

 

NOTA FINAL — A CIDADE DA FACHADA DOURADA E DAS ENTRANHAS EM RUÍNAS

Passos vive o maior contraste de sua história recente: por fora, luzes; por dentro, desordem. Enquanto o prefeito aposta na estética, nas gravações e nos efeitos especiais, a vida real escorre pelos buracos, pela lama, pela falta de máquinas, pela ineficiência e pela ausência de planejamento. A cidade está sendo convidada a engolir um remédio amargo embalado com papel celofane e glitter natalino. Mas o brilho não engana mais ninguém.